Sábado, 8 de Março de 2008

Jumper



Crítica

Um dos maiores sonhos do homem é o teletransporte. Qualquer ser humano pensa na possibilidade de estar em qualquer parte do mundo em uma fracção de segundo e de uma forma totalmente segura. Claro que, para já, esse é um facto geneticamente impossível, logo teremos que nos refugiar na imensidão dos pensamentos e na liberdade da imaginação. Para representar o sonho do homem temos a sétima arte que se assume como o motor para a condição de irrealidade. Nesse âmbito é a ficção científica que se assume como o combustível propolsor para o seguimento do dito sonho, pois consegue fazer-nos acreditar que tudo é possíel, mesmo o mais remoto desejo. A realidade virtual e os efeitos especiais conseguem ser tão reais que tornam vivo e alimentam o mesmo.

"Jumper" conta a história de um jovem, David Rice (Hayden Christiansen), que se salva de uma morte certa, teletransportando-se para uma biblioteca. A partir daí parte à descoberta dos seus mais recentes poderes e como domá-los. Entretanto aparece na vida da sua antiga paixão de escola, Millie Harris (Rachel Bilson), convencendo-a a fazer uma viagem com ele até Roma (é realmente incrível que uma jovem de 20 e poucos anos aceite ir até Roma com uma pessoa que julgava morto e logo na primeira vez que o vê). Lá, conhece Griffin (Jamie Bell) que lhe fala da eterna luta dos jumpers contra os paladinos, estes últimos que pretendem erradicar qualquer tipo de teletransportadores da face da terra. A partir daí, a luta pela vida começa para o jovem Rice, num espétaculo visual diferente do habitual.

E "Jumper" é apenas e só isto, um espetáculo visual, por vezes pobre, onde reina a desordem, o argumento confuso e mal-concebido e os intérpretes totalmente mal aproveitados, com especial ênfase para Hayden Christiansen que mais parece um actor dos "Morangos com Açucar". Além de não conseguir expressar qualquer tipo de emoção, ainda tenta enverdar para a parte humorística, onde tropeça brutalmente, só parando no fundo do poço. Também Samuel L. Jackson, espante-se, está fraquinho e apenas faz o mínimo, não conseguindo ter estilo ou qualquer tipo de chama que pudesse avivar esta fita perdida desde os seus créditos iniciais. Rachel Bison, conhecida por ser a Summer Roberts da famosíssima série de televisão OC, não está mal, sendo, provavelmente um dos melhores aspectos que possa realçar. Depois ainda há Jamie Bell, o outro jumper, que é infinitamente mais positivo que o seu parceiro na luta contra o mal. Pelo menos, consegue ter algum carisma e expressar alguns sentimentos de uma forma algo credível. Apesar de não ter conseguido dirigir os actores, gostei da forma como o realizador Doug Liman, conhecido por "Bourne Identity" e "Mr and Mrs Smith", conduziu esta esécie de banda de carnaval. A ideia era boa mas foi concebida à pressa, denotando-se nos inúmeros erros e incongruências argumetais (nomeadamente o ínicio, as sequências "impossíveis" ao nível de credibilidade inter-pessoal e o horrendo final, que é totalmente incompreesível), que tiram qualqer tipo de veracidade que esta fita poderia ter.

"Jumper" é uma boa fita para ver e rapidamente esquecer, ideal para passar tempo num Domingo à tarde. Vale pelos efeitos especiais, Rachel Bilson e um pouco de Jamie Bell. Nada mais.

A frase

"Take a deep breath."

Nota

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