Sábado, 11 de Julho de 2009
Porque até os mais bravos quebram!
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Movies About Movies

Os selos chegam ao CIML!
Todos os bloguers conhecem os selos que andam a circular na blogosfera da cinefilia nacional e brasileira. Desta feita, o Cinema is my Life recebeu quatro selos, três dos quais foram oferecidos pela Gema (Os Filmes da Gema) e o outro foi proveniente do Filipe Machado (Additional Camera). Desde já agradeço profundamente a simpatia e a disponibilidade dos bloguers em questão. É sempre muito aprazível ser reconhecido, seja de que forma for, pelo nosso trabalho. Seguem-se os selos:


Continuação de uma excelente semana!
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Galáxia das estrelas - Março '09

E para vocês, qual o melhor filme de Snyder? Porquê?
Domingo, 5 de Julho de 2009
Fuck, Fuck e, claro, Fuck!

Summer of Sam

"New York, New York"
Apoiado naquele que eu considero um poderosíssimo argumento, escrito a três mãos (Spike Lee, Victor Colicchio e Michael Imperioli), Summer of Sam detém a audácia suficiente para explorar todas as vivências sem qualquer tipo de preconceitos, preocupando-se pouco ou nada com quem pudesse ofender. Sim, é uma dura realidade. Sim, provavelmente será difícil para os americanos visualizar uma película que repudia tão fortemente os ideais narcisistas e condescendentes de alguns indivíduos. E também concedo que não será propriamente fácil encarar a decadência de uma realidade baseada na libertinagem e na falta de respeito para com aqueles com quem existe uma convivência diária e, até, íntima. Aliás, os diálogos mordazes vão explicitando isso mesmo. A simples e curta citação "Evil spelled backwards is live!"é tão poderosa quanto as atitudes dos protagonistas e reflecte-se nas suas acções diárias. Não existem ressentimentos suficientemente fortes para impedir as mesmas atitudes, os mesmos erros. Afinal, tudo é possível, ou antes, um mundo é um conjunto ilimitado de possibilidades com poucas consequências. Eis que surge a paranóia, o medo de morte e a decadência psicológica fruto das vivências proibidas. E aí sim, a palavra SOS (Summer of Sam) nunca fez tanto sentido. O pedido de ajuda nunca foi tão sincero. Mas será tarde demais?
Sendo assim, o que é Summer of Sam? Será um simples filmes baseado numa perturbadora história verídica? Será uma veia do experimentalismo de Spike Lee prestes a rebentar? Será uma sátira social? Será um aviso ou um reflexo? Certamente não poderemos reduzir 142 minutos de filme a tão pouco. É muito mais. E também o é, em parte, devido às excelentes performances. Importa começar por destacar John Leguizamo, esse pequeno grande actor que se vai mantendo à margem dos grandes papéis mas sabe sempre qual o seu lugar no ecrã e como o fazer de forma excelente. Em SOS não é uma excepção e desde cedo se assume como uma estrela, pleno de confiança como se toda a sua vida vivesse nos anos '70. Não menos brilhante que Leguizamo é Mira Sorvina. Três anos depois de ter vencido o Oscar por Mighty Aphrodite (de Woody Allen) a actriz mostra que facilmente consegue adaptar-se a diferentes e exigentes papéis. No papel da constantemente traída Dionna, Sorvino faz a sua personagem crescer à medida que os minutos se vão passando. Mas talvez, a grande estrela seja mesmo Adrien Brody, um actor que respeito muito, tanto pela sua qualidade interpretativa como pelo facto de se ir mantendo alheado dos grandes money makers. A sua carreira foi sendo construída através da notoriedade que foi ganhando com papéis que foi interpretando pelo simples gosto de actuar. Mais do que um actor que cede aos caprichos do dinheiro, Brody vai sendo uma estrela em papéis difíceis e exigentes. E em SOS este é simplesmente perfeito... novamente. Do restante cast destacam-se os nomes de Anthony LaPaglia, Ben Gazzara ou Jennifer Esposito, todos eles apresentando excelentes qualidades. A fita de Spike Lee prima ainda pela fabulosa banda-sonora. Infelizmente, ainda nos dias que correm, a mesma é mais bem sucedida que o próprio filme. A título de curiosidade poderei referir que esta fita é a sétima película cinematográfica que mais vezes contempla a palavra "Fuck". Fá-lo 315 vezes em 142 minutos. Mas claro, esta curiosidade não passa de uma futilidade. O que realmente importa é o conteúdo e a substância. E para o o dito, não me posso esquecer a personagem principal: Nova Iorque. Afinal, a cidade de Nova Iorque tem oito milhões de histórias para contar. Esta é apenas uma delas.
Sábado, 4 de Julho de 2009
Galáxia das estrelas - Fevereiro '09

Qual o vosso favorito? Porquê?
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Em tempo de guerra...

Apesar de ter aproveitado para referir os filmes mais rentáveis dos anos '40 sou forçado a referir que prestem uma especial atenção aos três filmes que compõe o topo da lista. São fitas que foram lançadas em plena guerra e, como não poderia deixar de ser, são três maravilhosos produtos da Disney, ou por outras palavras, filmes familiares. Afinal, de que outra forma poderiam poderiam os americanos relembrar saudosamente os seus entes queridos? É certo e sabido que o ser humano detém um especial apreço peça visualização da destruição [basta observar os massivos sucessos de fitas como Saw (a nível mais humano) ou The Independence Day (a nível de aniquilação global)]. Todavia, torna-se prazeroso perceber que "quando as coisas estão mal" existe uma forte tendência para a amabilidade e para realçar o amor senntido pelas pessoas que nos são próximas. E reforçando o meu gosto pela Disney, agradeço-lhe, desde já, mesmo não tendo vivido a época em questão, o facto de ter fornecido pelo menos, e esporadicamente, 90 minutos de distracção onde os mais variados indivíduos poderam-se abstrair do que se passava no Mundo. A verdade é que também a qualidade foi evidenciada na dita década ou não fossem Bambi, Pinocchio e Fantasia, três das grandes obras-primas do cinema de animação tradicional. Destaco ainda, anos mais tarde, a fita enternecedora de William Wyler, The Best Years of Our Lives, o grande projecto americano pós-guerra que retratou de forma muito realista e cruel as consequências da mesma.
Felizmente, os anos passam mas o cinema continua a subsistir.
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Grandes Romances - Part I
Harry Burns + Sally Albright
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Um futuro distante e marcante???
Quais o filmes de hoje que se tornarão referências no futuro? Pretendo com este post questionar os leitores acerca da sua opinião relativamente às fitas mais recentes que se tornarão tão relevantes quanto os grandes clássicos dentro de algumas décadas.
Passo a explicar de forma mais elucidativa. É certo que desde a criação da sétima arte foram muitos os filmes que marcaram gerações, cineastas, géneros cinematográficos, actores ou argumentistas mas nem todos são detentores, nos dias que correm, de uma dimensão estonteante que lhes permite um imediato reconhecimento enquanto grande clássico. Refiro-me a fitas como The Godfather, Gone With the Wind, Psycho, Casablanca, Star Wars, Raiders of the Lost Ark ou Jaws. E aqui é inevitável a importância da indústria cinematográfica na proliferação das lendas e dos mitos. Daí que apenas destaque filmes norte-americanos. Afinal são estes que conseguem verdadeiramente atingir uma dimensão ímpar. É perfeitamente compreensível perceber que existem filmes dotados de uma enorme qualidade que, por uma ou outra razão, não são aclamados ou não recebem o crédito suficiente, tal e qual como existem produtos underground de excelência que nunca receberam o reconhecimento devido. A verdade é que apenas os cinéfilos os conhecem (e nem sempre isso se sucede). No que toca às fitas referidas supra, qualquer indivíduo consegue facilmente identificar os seus nomes e, muito provavelmente, já os visualizou. Neste âmbito, pretendo que seja realizado uma análise a esse nível mas considerando o factor tempo e olhando um pouco para o futuro do cinema. Assim, e regressando à questão colocada previamente, pretendo descobrir quais são os filmes do presente (considerem as fitas a partir dos anos 90) que os leitores consideram que se tornarão tão marcantes quanto os referidos supra.
Atenção: Não pretendo que destaquem filmes simplesmente porque vos agradam. Pretendo que realizem um exercício de reflexão e considerem todas as vertentes e variáveis de forma a perceber quais serão as referências dos nossos tempos daqui a, quem sabe, centenas de anos.
Qualquer questão para o debate de ideias será aceite com agrado.
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
State of Play

State of Play é uma longa-metragem baseada numa mini-série de seis episódios, datada de 2003, produzida pela BBC, empresa televisiva que ao longo dos anos nos habituou a excelentes programas televisivos. Impõe-se, de forma imediata, duas questões: "Onde residem as diferenças entre a mini-série e o filme?" e "O produto cinematográfico era justificável?". Respondendo à primeira questão, e tendo em conta apenas a sinopse da mini-série, a grande distinção reside no espaço onde decorre a acção. A mini-série situa a conspiração na cidade londrina enquanto a acção da fita decorre na cidade do capitólio. E, obviamente, os nomes associados às interpretações são diferentes. Os criadores da dita série televisiva dão uma ajuda com a produção executiva. Quanto à segunda questão, é preciso referir, antes de mais, a coragem da Universal Studios em apostar numa fita deste género. Foi um projecto claramente arriscado tendo em conta a vertente social da actualidade e o género cinematográfico em que se insere. Infelizmente não teve o sucesso que merecia e acabou por passar um pouco ao lado nos Estados Unidos. Assim, o prjecto torna-se justificável se considerarmos o fabuloso produto bruto que temos em mãos. Esta é uma linha narrativa que merece ser divulgada tão elevada é a sua complexidade e genialidade. E, em última instância, existe uma proliferação da série televisiva que merece a divulgação.
Contudo, para que State of Play resultasse era fundamental contar com uma realização segura e experiente e com argumentistas que dominassem a arte do mistério e da complexidade narrativa. Quanto ao realizador, e apesar da experiência não ser assim tão elevada, poderá ser concluído que Kevin Macdonald foi uma excelente escolha. Este notorizou-se pela filmagem de documentários, uma clara mais valia perante a obra que tinha em mãos. Todavia, deve ser realçado Last King of Scotland, fita que obteve um relativo sucesso nos Oscars e levou Forest Whitaker à conquista da estatueta dourada. De resto, a direcção de actores de Macdonald é extremamente interessante, sobretudo tendo em conta como desenvolve as personagens e consegue, de facto, tornar Ben Affleck em algo mais do que um mero fogo de artifício. Quanto à escrita do argumento, esta ficou a cargo de Tony Gilroy, Matthew Michael Carnahan e Billy Ray. Se Ray não conta com grandes trabalhos no currículo, o mesmo não se poderá dizer de Carnahan (Lions for Lambs) e Gilroy (Michael Clayton, Bourne Ultimatum) que certamente ajudaram a tornar uma complexa trama em algo muito acessível para o grande público. E na verdade, esta é uma linha narrativa com inúmeras ramificações pelo que o seu trabalho deve ser ainda mais valorizado aquando da junção de toda a informação de forma consistente, continuada e, acima de tudo, plausível.
Falando um pouco de interpretações, é impossível não começar por realçar o excelente Russel Crowe que cada vez mais prova que pode ser a estrela em todo o qualquer tipo de projectos. Injustamente subvalorizado no injustamente subvalorizado Body of Lies, Crowe parece aqui reunir mais aceitação e, diga-se, é merecida. A forma como vai desenvolvendo Cal McAffrey é notável e nunca padece do comum mal de muitos intérpretes em deixar ser controlado pela própria personagem e perder a sua personalidade. O toque pessoal de Crowe é evidente e apenas reforça a qualidade da sua interpretação. Quanto a Ben Affleck, como referi supra, consegue um papel muito superior relativamente ao que tem habituado os espectadores. Continuo a insistir na ideia de que as suas qualidades atrás das câmaras merecem uma maior atenção mas é inegável que aqui consegue uma boa participação. Quanto às interpretações femininas destacam-se Hellen "the queen" Mirren e Rachel McAdams. Apesar da curta participação de Mirren, consegue marcar a sua presença no filme à medida que McAdams, com um significativo volume superior de tempo de antena, não o faz. Infelizmente não consegue ser o Bob Woodward para o Carl Bernstein (ou vice-versa). Faltou-lhe uma entidade mais forte para ser verdadeiramente relevante. O cast secundário cumpre as expectativas (esperemos que desta feita Viola Davis não seja nomeada para Melhor Actriz Secundária). Estabelecendo novamente o paralelo com All the President's Men (é inevitável), State of Play peca pela falta de uma identidade mais forte que o defina e afaste o dito paralelo. Contudo, continua a ser um excelente thriller político e, sem grandes dúvidas, um dos grandes filmes do ano.
PS: De referir que este seria o filme que juntaria novamente Brad Pitt e Edward Norton após Fight Club. Feliz ou infelizmente tal não se sucedeu por razões que dizem respeito aos calendários dos artistas e às suas disponibilidades contratuais.
Domingo, 28 de Junho de 2009
Sessão Dupla
Obra fabulosa, esta de Sidney Lumet. Mais do que uma mera fita, Network é uma bola de cristal que ecoa as suas previsões ao longo de várias décadas e, muito provavelmente, continuará a fazê-lo no futuro, pelo menos enquanto a caixa mágica existir. O que torna o produto de Lumet tão especial e único é o vasto leque de camadas que desenvolve de forma tão perfeita. E consegue abranger todas essas camadas através do mundo televisivo e das suas massivas teias de manipulação. Network disseca de forma mordaz e cínica a forma como as relações entre uma estação de telivisão e os seus espectadores, entre empregados da mesma estação de televisão e entre empregados da estação de televisão e as suas famílias são baseadas, quase exclusivamente, no poder das palavras traduzido, não raras vezes, na palavra "manipulação". O argumento de Paddy Chayefsky confronta o mundo televisivo com o mundo real através de personagens únicas e peculiares onde cada uma assume uma importante fonte de crítica, seja a voz do povo e consciência televisiva (Peter Finch), a femme fatalle (Faye Dunaway), o adúltero (William Holden) ou o sedento de poder e "lambe botas" (Robert Duvall). Para que tudo resultasse seriam necessárias interpretações top notch. E só não o são como representam algumas das melhores interpretações que já vi em ecrã, algo a que Lumet nos tem habituado. A sua forte direcção de actores traduziu-se na conquista de três Oscars pelas interpretações (algo que não se sucedia desde A Streetcar Named Desire de Elia Kazan) e diga-se, foram inteiramente merecidas. A performance de Peter Finch (primeiro actor a receber um galardão de forma póstoma) é soberba a todos os níveis. A raiva e ira que emana torna-se assustadoramente real e altamente motivadora. Ainda me encontro boquiaberto face à qualidade da interpretação. O mesmo se pode dizer quanto a Dunaway, Holden e Duvall. E claro, a realização de Lumet é tão genial quanto imaculada primando pela qualidade técnica e pela enorme inventividade. Sucintamente, deve ser referido que Network é uma das melhores sátiras sociais desde que o cinema foi criado e deve ter o seu lugar marcado na história da sétima arte. Se realmente querem entender a sua dimensão, terão que visualizar com muito atenção o produto cinematográfico tendo em consideração que dificilmente, algum dia, simples palavras poderão fazer justiça à qualidade evidenciada.
Esta fita foi eleita por Sasha Grey (ex-pornstar convertida em actriz de cinema para "não adultos" em uma das concepções da palavra por Steven Soderbergh para o seu The Girlfirend Experience) como a melhor obra de sempre da sétima arte. Confesso que foi um dos motivos que me levou a descobrir o filme, ou melhor dizendo, a curiosidade aumentou após as suas palavras dirigidas ao Rotten Tomatoes. Devo dizer que o filme terminou e uma sensação de desilusão não pretendia afastar-se. Não é, de todo, um mau filme mas tendo em consideração o potencial da ideia de Carpenter é impossível não considerar que o resultado ficou muito aquém das expectativas. Sim, estamos na presença de, de certa forma, um projecto de série B e isso reflecte-se na composição dos cenários, dos efeitos visuais ou de algumas simples sequências de acção. Creio que Kurt Russel é claramente desaproveitado mesmo tendo em conta que este seu papel é icónico e intemporal. De resto, todo o elenco não é tão forte quanto poderia ser e tal reflecte-se através da pobre direcção de actores por parte de Carpenter que já provou ser melhor argumentista do que realizador. Apesar de alguns defeitos estruturais, a fita acaba por apresentar um saldo muito positivo. Tal facto deve-se sobretudo à genial ideia negra e "futurista" de Carpenter. Apesar de ser uma irrefutável verdade que o argumento poderia ter ido muito mais além (tendo em conta o vasto espaço com que poderia jogar) também não é menos verdade que o seu escrito é muito equilibrado e bem desenvolvido. Este é dotado de bons diálogos e alguns momentos muito bem conseguidos. Escape From New York não é, nem de perto nem de longe, a melhor obra de Carpenter mas foi importante na indústria do cinema e é fundamental respeitar essa dimensão.


















































